[Intro]
Um acorde suave na corda de nylon.
A tarde se despede bem devagar.
Escuta essa brisa.
[Verso 1]
O sol vai descendo pintando o mar,
enquanto as ondas começam a acalmar.
Um passo leve pisando na areia,
longe do barulho e de qualquer teima.
A tarde nos dá sua pausa azul,
e o céu vai mudando de tom e tul.
Notas sutilezas flutuando no ar,
sem pressa nenhuma pra terminar.
[Verso 2]
A tua mão na minha seguindo o compasso,
sabendo que o tempo não volta pro passo.
Um olhar tranquilo que diz a verdade,
nessa pequena e doce quietude.
O ritmo camina com jeito de jazz,
buscando o refúgio da nossa paz.
Harmonias mornas envolvendo a pele,
gosto de verão e de cor de mel.
[Pre-Coro]
Deixa o vento levar nós dois,
ouvindo o eco suave depois.
Fechar os olhos e simplesmente estar,
deixando o mundo flutuando no mar.
[Coro]
Bossa de tarde, compasso de cristal,
um velho romance junto ao litoral.
Sutileza pura que acalma a dor,
enquanto a noite nos traz seu amor.
Bossa de tarde, sussurro do mar,
um canto secreto pra descansar.
[Verso 3]
As luzes do porto começam a brilhar,
refletindo a calma deste lugar.
Cordas precisas marcando o vai e vem,
sabendo que tudo caminha bem.
Não faltam palavras pra explicar,
o que esse silêncio veio ensinar.
Elegância simples de um velho compasso,
que em cada nota te abraça e passo.
[Puente]
Segue o violão...
Tão suave, tão perto.
Mais um acorde...
E o tempo parou.
[Coro]
Bossa de tarde, compasso de cristal,
um velho romance junto ao litoral.
Sutileza pura que acalma a dor,
enquanto a noite nos traz seu amor.
Bossa de tarde, sussurro do mar,
um canto secreto pra descansar.
[Outro]
Tarde mansa...
Na baía.
Tá dado o papo, meu amor.